Construção

A Construção representa um dos ecossistemas industriais mais relevantes da Europa, com elevado impacto económico, ambiental e social. No Grupo de Trabalho de Construção, focamo-nos na criação de um Espaço de Dados para a construção, alinhado com os princípios da Gaia-X, que promova a partilha de dados segura, interoperável e sustentável entre todos os agentes do setor (promotores, projetistas, empreiteiros, gestores de ativos, entidades reguladoras, entre outros).

Porquê um Grupo de Trabalho para a Construção?

•   O setor da construção é um dos maiores setores industriais na UE e enfrenta desafios urgentes de sustentabilidade, eficiência energética e redução de emissões de CO₂.

•  A inovação digital, especialmente através de BIM, Digital Twins, IoT, e inteligência artificial, pode acelerar a transição para uma construção mais verde e resiliente.

•   Existe atualmente uma lacuna na governança e padronização de dados entre os diferentes intervenientes e é necessária uma framework comum para trocas de dados confiáveis ao longo do ciclo de vida das construções.

•   A iniciativa Digital TER-X 2050, que já foi reconhecida como “Lighthouse Project” pelo Gaia-X, já tem vindo a realizar este trabalho no contexto europeu, sendo este grupo o seu espelho a nível nacional.

Objetivos do Grupo de Trabalho

1.  Desenvolver especificações para um futuro Espaço de Dados da Construção, alinhado com os princípios Gaia-X, que suporte a soberania dos dados e a confiança entre os participantes.

2.  Promover a interoperabilidade, através da adoção de padrões abertos como o OpenBIM, OpenGIS e normas como a ISO 19650, garantindo que as informações podem circular entre diferentes ferramentas, plataformas e agentes do setor.

3.  Definir modelos de governança e de negócio para serviços de dados no setor da construção: catálogos de serviços, governança aberta, contratos baseados em dados, entre outros.

4.  Garantir conformidade regulatória, especialmente para contratos públicos, integrando requisitos europeus e nacionais relacionados com privacidade e transparência.

5.  Criar um ecossistema colaborativo que envolva os agentes do setor a nível nacional, sensibilizando-os para a importância da existência de espaços de dados na construção.

Benefícios para os Participantes

•   Soberania de dados: as entidades do setor terão mais controlo sobre os seus dados, garantindo confidencialidade e segurança.

•   Eficiência operacional: com modelos de dados interoperáveis, é possível reduzir duplicações, evitar retrabalho e acelerar processos na construção.

•   Inovação: a framework comum abre espaço para novos serviços, soluções e negócios.

•   Confiança e transparência: um Espaço de Dados baseado nos princípios do Gaia-X gera maior confiança entre os agentes do setor, permitindo negócios mais éticos e responsáveis.

•   Alinhamento com políticas europeias: o grupo contribui para os objetivos da UE em termos da Twin Transition (Verde e Digital).

Atividades Previstas

•   Organização de workshops e webinars para definir requisitos, casos de uso e roadmap do Espaço de Dados da Construção.

•   Colaboração na elaboração de especificações técnicas e guias de implementação (por exemplo, containers de informação para modelos de projeto, contratos digitais, regras de governança).

•   Pilotos e provas de conceito (PoCs) com diferentes tipos de stakeholders (empreiteiros, municípios, proprietários) para testar a troca de dados via Espaço de Dados.

•   Produção de documentos de posicionamento (como papers, white papers) para sensibilizar para a necessidade de um Espaço de Dados da Construção e promover boas práticas.

•   Participação ativa nas comunidades Gaia-X para alinhar os esforços e escalar a iniciativa.

Coordenação e Participação

•   O Grupo de Trabalho será coordenado por membros do Gaia-X Hub Portugal que já têm envolvimento na iniciativa Digital TER-X.

•   Será aberta a adesão de agentes de toda a cadeia de valor da construção: promotores, arquitetos, engenheiros, empresas de construção, fornecedores de software, entidades públicas, centros de inovação, entre outros.

•   Haverá canais de comunicação (email, reuniões periódicas, grupos de trabalho específicos) e uma plataforma colaborativa para o intercâmbio de ideias, documentos e protótipos.

Coordenador:

ccg